Sessão na Câmara termina em tensão | Carlos Amastha considera postura de Marilon de atitude covarde após embate na Casa
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Palmas desta terça-feira (16) terminou em acusação moral, envolvendo o presidente da Casa, Marilon Barbosa, e o vereador Carlos Amastha. O impasse começou quando Amastha pediu a palavra no encerramento dos trabalhos e teve o pedido negado. Sem microfone, o parlamentar classificou a decisão como “atitude covarde”, alegando cerceamento do direito de resposta.
Antes disso, Marilon havia endurecido o discurso contra o ex-prefeito. Da tribuna, o presidente lembrou que a gestão de Amastha foi marcada por greves e problemas administrativos, afirmando que ele foi um dos piores gestores da Capital. O embate acirrou ainda mais o clima no plenário, já que Amastha é conhecido por usar a tribuna para atacar adversários, comparar gestões e enaltecer seu período no Paço Municipal como referência de acertos diante dos erros atuais.
O episódio ocorre em paralelo a movimentos no cenário estadual. Na Assembleia Legislativa, Amastha protocolou um segundo pedido de impeachment contra o governador afastado Wanderlei Barbosa. O documento, segundo o vereador, amplia as acusações feitas no início do mês e apresenta os resultados do inquérito conduzido pela Polícia Federal, “de forma organizada, descrevendo as condutas e estruturas”, contra o chefe do Executivo.
Com um estilo combativo, marcado por críticas diretas e pela defesa da própria gestão como prefeito, Amastha se mantém no centro do debate político, seja na Câmara de Palmas, seja nas disputas travadas no âmbito estadual.
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